quarta-feira, 20 de maio de 2015

Velha Igreja Católica - Você Sabia?

Os termos Velha Igreja Católica, Antiga Igreja Católica ou Igreja Veterocatólica referem-se às Igrejas Católicas nacionais e às Católicas independentes surgidas após o Concílio Vaticano I (1869-1871), sob a orientação do papa Pio IX.

Atualmente, a Igreja Veterocatólica não está em comunhão com a Santa Sé. Entretanto, encontra-se em plena comunhão com a Comunhão Anglicana e é um membro do Conselho Mundial das Igrejas.

História: Os primeiros grupos veterocatólicos se organizaram em 1870, quando vários intelectuais, sacerdotes e bispos católicos romanos da Áustria, Suíça e Alemanha rejeitaram as decisões do Concílio Vaticano I (1869-1871), que definiu o dogma da Infalibilidade Papal. 

A Igreja Anglicana e a Igreja Jansenista Holandesa de Utrecht reconheceram e providenciaram a ordenação episcopal dos bispos das então recém-formadas Igrejas veterocatólicas, mantendo a sua sucessão apostólica.

Por volta de 1890, o movimento começou a fragmentar-se em vários grupos independentes entre os quais alguns passaram a professar doutrinas heterodoxas. Este é o caso da Igreja Católica Liberal, que foi fundada em 1916 e incorporou doutrinas teosóficas. Posteriormente surgiram também bispos e Igrejas fictícias originando um grande número de denominações independentes.

Doutrinas distintivas: Em geral, os veterocatólicos possuem uma doutrina semelhante à doutrina da Igreja Católica, rejeitando apenas os novos dogmas (dogmas tardios) proclamados pela Igreja Católica Romana nos séculos 19 e 20: a Infalibilidade Papal (1871), a Imaculada Conceição da Virgem Maria (1854) e a Assunção Corporal de Maria aos Céus (1950). Reconhecem o primado de honra do Bispo de Roma, mas não aceita o primado jurisdicional nem a infalibilidade papal definidas pelo Concílio Vaticano I. Eles repudiam o Ultramontanismo e os jesuítas e defendem uma maior participação dos leigos na Igreja. Tal qual a Igreja Católica Romana, aceitam a Bíblia e a Tradição como fontes da Revelação divina. As Igrejas veterocatólicas tendem a ser mais liberais e abertas do que a Igreja Católica Romana. Muitas Igrejas da União de Utrecht ordenam mulheres ao sacerdócio e celebram casamentos homossexuais e são favoráveis aos modernos métodos contraceptivos e ao aborto. Devido a essas práticas liberais e heterodoxas , em 2003, a Igreja Católica Nacional Polonesa, que discorda destas posições, rompeu com a União de Utrecht, tornando-se uma Igreja veterocatólica independente.

Declaração de Utrecht (1889): Segue-se aqui a Declaração de Utrecht, promulgada em 1889 pela União de Utrecht das Igrejas Vétero-Católicas e assinada por Heykamp, Rinkel, Diependaal, Reinkens e Herzog:

1. Aderimos a Regra de Fé formulada por São Vicente de Lérins nestes termos: "Teneamus Id, quod quod, semper ubique, quod ab omnibus est Creditum; hoc est etenim Catholicum proprieque vere"(Afirmemos aquilo em que se tem acreditado em todas as partes, sempre e por todos, porque isso é verdadeiro e propriamente Católico). Assim sendo, conservamos e professamos nossa fé nas doutrinas da Igreja Primitiva expostas nos Símbolos Ecumênicos e especificadas nas decisões dos Concílios realizados pela Igreja indivisa do primeiro milênio.

2. Por isso, rejeitamos os decretos do Concílio Vaticano, que foram promulgados em 18 de Julho de 1870 relativos à infalibilidade e ao Episcopado Universal do Bispo de Roma, decretos que estão em contradição com a fé da Igreja Antiga, e que destroem sua constituição canônica, atribuindo ao Papa a plenitude dos poderes eclesiásticos sobre todas as Dioceses e sobre todos os fiéis. Pela negação de sua competência primacial, não queremos negar a primazia histórica que vários Concílios Ecumênicos e os Padres da Igreja antiga atribuíram ao Bispo de Roma, reconhecendo-o como o Primus inter pares.

3. Rejeitamos o dogma da Imaculada Conceição promulgado pelo Papa Pio IX em 1854, a despeito das Sagradas Escrituras e em contradição com a Tradição dos primeiros séculos.

4. Quanto as encíclicas publicadas pelos Bispos de Roma nos últimos anos, por exemplo, a Bula Unigenitus e Auctorem Fidei, e o "Syllabus" de 1864 - nós as rejeitamos em todos os pontos, pois estão em contradição com a doutrina da Igreja primitiva, e não as reconhecemos como obrigatórias às consciências dos fiéis. Renovamos os protestos da Igreja Católica da Holanda contra os erros da Cúria Romana, e contra os ataques aos direitos das Igrejas nacionais.

5. Nos recusamos a aceitar os decretos do Concílio de Trento em matéria de disciplina, bem como as decisões dogmáticas deste Concílio, e iremos aceitá-las apenas na medida em que estejam em harmonia com os ensinamentos da Igreja primitiva.

6. Considerando que a Santa Eucaristia sempre foi o verdadeiro ponto central do culto católico. É nosso dever declarar que conservamos com perfeita fidelidade a antiga doutrina católica sobre o Sacramento do Altar, acreditando que recebemos o Corpo e o Sangue de nosso Salvador Jesus Cristo sob as espécies do pão e do vinho. A celebração eucarística na Igreja não é uma repetição contínua, nem a renovação do sacrifício expiatório que Jesus ofereceu de uma vez por todas na cruz, mas é um sacrifício porque é a comemoração perpétua do sacrifício oferecido na Cruz, e é o ato pelo qual nós representamos na Terra a oferta que Jesus Cristo faz no Céu, de acordo com a Epístola aos Hebreus 9:11-12, para a salvação da humanidade redimida, intercedendo por nós na presença de Deus (Heb. 9:24). A Santa Eucaristia é, ao mesmo tempo um banquete sacrificial por meio da qual os fiéis, ao receberem o Corpo e o Sangue de Nosso Salvador, entram em comunhão íntima com Ele e uns com os outros (1 Cor . X. 17).

7. Esperamos que os teólogos católicos, mantendo a fé da Igreja indivisa, tenham êxito em estabelecer acordos sobre as questões controversas que provocaram divisões na Igreja. Nós exortamos aos sacerdotes sob nossa jurisdição que ensinem e preguem aos jovens as verdades cristãs essenciais professadas por todas as confissões cristãs, evitando as discussões sobre temas controversos que levem a violação da verdade e da caridade, oferecendo através de nossas palavras e atos o exemplo para nossos fiéis.

8. Mantendo e professando fielmente a doutrina de Jesus Cristo, recusando os erros que se infiltraram na Igreja Católica, os abusos eclesiásticos e as tendências mundanas da hierarquia, acreditamos que seremos capazes de combater eficazmente os grandes males dos nossos dias que são a incredulidade e indiferença religiosa.

Veterocatólicos no Brasil A Igreja Veterocatólica foi instalada no Brasil, a 22 de Maio de 1932, na cidade de Curitiba, capital do Estado do Paraná. A Igreja cresceu entre imigrantes germânicos e poloneses entre 1932-1945, atraíndo também adeptos brasileiros. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a Igreja experimentou um declínio que resultou em sua extinção em fins da década de 1940. No final da década de 1990, surgiram vários grupos que reclamaram a herança veterocatólica, sem, contudo, terem ligações históricas com a Igreja de Utrecht, nos Países Baixos. Todos esses grupos tem origem na Igreja Católica Apostólica Brasileira e em suas jurisdições dissidentes. Também deve ser ressaltado que os mencionados grupos não tem a descendência dos missionários poloneses que fundaram, nos anos de 1930, a Igreja Veterocatólica no Brasil na cidade de Curitiba, Estado do Paraná. Os grupos que assumiram a identidade veterocatólica no Brasil, sem possuir ligações históricas com o sistema eclesial veterocatólico europeu foram:

Igreja Antiga Católica no Brasil - jurisdição dirigida por Dom John Wesley.
Arcebispado Veterocatólico do Brasil e América - fundado por Dom Estevão Maurício Lima Vasquez.
Igreja dos Velhos Católicos no Brasil – IVCB - fundada por Dom Antônio Barrocas

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 19 de maio de 2015

Os 21 Concílios Universais da Igreja Segundo Roma

Os Concílios ecumênicos universais (grifo do blogueiro) realizados pela Igreja, em número de 21, foram marcos importantíssimos na sua História, tendo em vista principalmente as definições da doutrina católica ao longo do tempo, vencendo os erros e heresias que comprometiam a sã doutrina da fé cristã (grifo do blogueiro). 

Como se sabe, um papel particularmente significativo foi desempenhado pelos primeiros 4 Concílios, celebrados entre os anos 325 e 451 em Nicéia, Constantinopla, Éfeso e Calcedônia. 

Em Nicéia e Constantinopla, determinou-se com clareza a fé da Igreja no mistério da Trindade, com a afirmação da divindade do Verbo e do Espírito Santo. Em Éfeso e Calcedônia discutiu-se a respeito da identidade divino-humana de Cristo. Diante de quem era tentado a exaltar uma dimensão em desvantagem da outra ou de dividi-las em prejuízo da unidade pessoal, foi claramente afirmado que a natureza divina e a natureza humana de Cristo permanecem íntegras e inconfundíveis, indivisas e inseparáveis, na unidade da pessoa divina do Verbo. Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem… Não faltaram certamente, tensões na celebração daquelas assembleias conciliares. Mas o sentido vivo da fé, corroborado pela graça divina, no final prevaleceu também nos momentos mais críticos. 

01. Concílio de NICEIA I Data: 20/05 a 25/07 de 325
Decisões principais: A confissão de fé contra Ario: igualdade de natureza do Filho com o Pai. Jesus é ´Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai´.
Fixação da data da Páscoa a ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera (hemisfério norte).
Estabelecimento da ordem de dignidade dos Patriarcados: Roma, Alexandria, Antioquia, Jerusalém.

02. Concílio de CONSTATINOPLA I /Data: maio a junho de 381
Decisões principais: A confissão da divindade do Espírito Santo, e a condenação do Macedonismo de Macedônio, patriarca de Constantinopla. Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, que é adorado e glorificado com o Pai e o Filho e que falou pelos profetas. Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração e a mesma glória (DS 150). Condenação de todos os defensores do arianismo (de Ário) sob quaisquer das suas modalidades. A sede de Constantinopla ou Bizâncio (segunda Roma´), recebeu uma preeminência sobre as sedes de Jerusalém, Alexandria e Antioquia.

03. Concílio de ÉFESO /Data: 22/06 a 17/07 de 431 
Decisões principais: Cristo é uma só Pessoa com duas naturezas.
Definição do dogma da maternidade divina de Maria, contra Nestório, patriarca de Constantinopla, que foi deposto. Maria é mãe de Deus THEOTOKOS. Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela a sua natureza divina, mas porque é dela que Ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional , unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne´. (DS 251)
Condenou o pelagianismo, de Pelágio, que negava os efeitos do pecado original.

04. Concílio de CALDEDÔNIA /Data: 08/10 a 1º/11 de 451
Decisões principais: Afirmação das duas naturezas na única Pessoa de Cristo, contra o monofisismo de Êutiques de Constantinopla. ´Na linha dos santos Padres, ensinamos unanimemente a confessar um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de uma alma racional e de um corpo, consubstancial ao Pai segundo a divindade, consubstancial a nós segundo a humanidade, ´semelhante a nós em tudo com exceção do pecado´(Hb4,15); gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a divindade, e nesses últimos dias, para nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade.
Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação. A diferença das naturezas não é de modo algum suprimida pela sua união, mas antes as propriedades de cada uma são salvaguardadas e reunidas em uma só pessoa e uma só hipóstase. ´(DS 301´302).
Condenação da simonia, dos casamentos mistos e das ordenações absolutas (realizada sem que o novo clérigo tivesse determinada função pastoral).

05. Concílio de CONSTANTINOPLA II /Data: 05/05 a 02/07 de 553
Decisões principais: condenação dos nestorianos Teodoro de Mopsuéstia, Teodoro de Ciro e Ibas de Edessa (Três Capítulos).
´Não há senão uma única hipóstase [ou pessoa], que é Nosso Senhor Jesus Cristo, Um na Trindade… Aquele que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo, é verdadeiro Deus, Senhor da glória e Um na Santíssima Trindade (DS 424)
´Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas. Pois da mesma forma que a Trindade não tem senão uma única e mesma natureza, assim também, não tem senão uma única e mesma operação (DS 421).
´Um Deus e Pai do qual são todas as coisas, um Senhor Jesus Cristo para quem são todas as coisas, um Espírito Santo em quem são todas as coisas´(DS 421).

06. Concílio de CONSTANTINOPLA III /Data: 07/11 de 680 a 16/09 de 681
Decisões principais:
Condenação do monotelitismo, heresia defendida pelo patriarca Sérgio de Constantinopla que ensinava haver só a vontade divina em Cristo.
Este Concílio ensinou que Cristo possui duas vontades e duas operações naturais, divinas e humanas, não opostas, mas cooperantes, de sorte que o Verbo feito carne quis humanamente na obediência a seu Pai tudo o que decidiu divinamente com o Pai e o Espírito Santo para a nossa salvação (DS 556´559). A vontade humana de Cristo segue a vontade divina, sem estar em resistência nem em oposição em relação a ela, mas antes sendo subordinada a esta vontade todo poderosa (DS 556; CIC 475).

07. Concílio de NICEIA II / Data: 24/09 a 23/10 de 787 
Decisões principais: contra os iconoclastas: há sentido e liceidade na veneração de imagens.
Para proferir sucintamente a nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade, e não na aparência, o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco (DOC 111).
´Nós definimos com todo o rigor e cuidado que, à semelhança da representação da cruz preciosa e vivificante, assim as venerandas e sagradas imagens pintadas quer em mosaico, quer em qualquer outro material adaptado, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas alfaias sagradas, nos paramentos sagrados, nas paredes e mesas, nas casas e nas ruas; sejam elas as imagens do Senhor Deus, dos santos anjos, de todos os santos e justos´ (DS, 600´601).

08. Concílio de CONSTANTINOPLA IV /Data: 05/10 de 869 a 28/02 de 870
Decisões principais: extinção do cisma do patriarca de Constantinopla, Fócio, que foi condenado.
- o culto das imagens foi confirmado.

09. Concílio de LATRÃO I /Data: 18/03 a 06/04 de 1123 
Decisões principais: confirmação da Concordata de Worms, que assegurava à Igreja plena liberdade na escolha e ordenação dos seus bispos. Fortalecimento da disciplina eclesiástica. Confirmação do celibato sacerdotal.

10. Concílio de LATRÃO II /Data: abril de 1139
Decisões principais: ´ o cisma do antipapa Anacleto II.
´ vetou o exercício da medicina e da advocacia pelo clero.
´ rejeitou a usura e o lucro.

11. Concílio de LATRÃO III /Data: 05 a 19 de março de 1179
Decisões principais: fixação da necessidade de dois terços dos votos na eleição do Papa, ficando excluído qualquer recurso às autoridades leigas para dirimir dúvidas do processo eleitoral. Rejeição do acúmulo de benefícios ou funções dentro da Igreja por parte de uma mesma pessoa. Recomendação da disciplina da Regra aos monges e cavaleiros regulares, que interferiam indevidamente no governo da Igreja. Condenação das heresias da época, de fundo dualista (catarismo) ou de pobreza mal entendida (a Pattária, o movimento dos Pobres de Lião ou Valdenses)

12. Concílio de LATRÃO IV /Data: 11 a 30 de novembro de 1215
Decisões principais:
- a condenação dos albigenses e valdenses;
-condenação dos erros de Joaquim de Fiore, que pregava o fim do mundo para breve, apoiando-se em falsa exegese bíblica; declaração da existência dos demônios como sendo anjos bons que abusaram do seu livre arbítrio pecando;
-Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em sua natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa´ (DS 800).
- a realização de mais uma cruzada para libertar o Santo Sepulcro de Cristo, em Jerusalém, que se achava nas mãos dos mulçumanos;
-a profissão de fé na Eucaristia, tendo sido então usada a palavra transubstanciação.
-a obrigação da confissão e da comunhão anual.
-fixou normas sobre a disciplina e a Liturgia da Igreja.

13. Concílio de LYON I : Data: 28/06 a 17/07 de 1245/
Decisões principais: excomunhão e deposição do imperador Frederico II da Alemanha.

14. Concílio de LYON II Data: 07/05 a 17/07 de 1274 
Decisões principais: procedimentos referentes ao conclave, eleição do Papa em recinto fechado;
união da Igreja latina com a Igreja grega (Constantinopla)

15. Concílio de VIENA FRANÇA - Data: 16/10 de 1311 a 06/05 de 1312 
Decisões principais: Supressão da Ordem dos Templários; contra o modo de viver a pobreza dos franciscanos, chamados Espirituais, que adotavam idéias heréticas sobre a pobreza; condenação do franciscano Pedro Olivi, que admitia no ser humano elementos intermediários entre a alma e o corpo.

16. Concílio de CONSTANÇA - Data: 05/11 de 1414 a 22/04 de 1418. 
Decisões principais: resignação do Papa romano, Gregório XII (1405´1415) deposição do anti Papa , João XXIII (1410´1415) em 29/05/1415 ´ deposição do anti Papa avinhense, Benedito XIII (1394´1415) em 26/07/1417 ´ eleição de Martinho V em 11/11/1417 ´ extinção do Grande Cisma do Ocidente (1305´1378); ´ condenação da doutrina de João Hus, João Wiclef e Jerônimo de Praga, precursores de Lutero. ´ decreto relativo à periodicidade dos Concílios; ´ rejeição do conciliarismo (prevalência da autoridade dos concílios sobre o Papa).

17. Concílio de BASILEIA´FERRARA´FLORENÇA
Datas e locais: em Basileia de 23/07/1431 a 07/05/1437; em Ferrara de 18/09/1437 a 1º/01/1438; em Florença de 16/07/1439; em Roma, a partir de 25/04/1442.

Decisões principais: reunião com os gregos em 06/07/1439, com os armênios em 22/11/1439, com os jacobistas em 04/02/1442 questões doutrinárias sobre a SS. Trindade (filioque):
´O Espírito Santo tem sua essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e do Filho e procede eternamente de Ambos como de um só Princípio e por uma única expiração… E uma vez que tudo o que é do Pai, o Pai mesmo o deu ao seu Filho Único ao gerá-lo, excetuando o seu ser de Pai, esta própria processão do Espírito Santo a partir do Filho, ele a tem eternamente de Seu Pai que o gerou eternamente. ´ (DS 1300´1301) Tudo é uno [neles] lá onde não se encontra oposição de relação (DS 1330). Por causa dessa unidade o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho.
´ O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio´(DS 1331).

18. Concílio de LATRÃO V Data: 10/05/1512 a 16/03/1517
Decisões principais: ´ contra o concílio sismático de Pisa (1511´1512) ´ decretos de reforma da formação do clero, sobre a pregação, etc. ´ condenou a Sanção de Bourges, declaração que favorecia a criação de uma Igreja Nacional da França. Assinatura de uma Concordata que regulamentava as relações entre a Santa Sé e a França. Condenação da tese segundo a qual a alma humana é mortal e uma só para toda a humanidade, de Pietro Pomponazzi. Exigência do Imprimatur para os livros que versassem sobre a fé ou teologia.

19. Concílio de TRENTO Data: 13/12/1545 a 04/12/1563 (em três períodos) Papas: Paulo II (1534´1549) ; Júlio III (1550´1555) e Pio IV (1559´1565)
Decisões principais: ´ contra a Reforma de Lutero; ´ doutrina sobre a Escritura e a Tradição: reafirmação do Cânon das Sagradas Escrituras e declarou a Vulgata isenta de erros teológicos. Doutrina do pecado original, justificação, os sacramentos e a missa, a veneração e invocação dos santos, Eucaristia, purgatório, indulgências, etc. decretos de reforma. Quando Deus toca o coração do homem pela iluminação do Espírito Santo, o homem não é insensível a tal inspiração que pode também rejeitar; e, no entanto, ele não pode tampouco, sem a graça divina, chegar, pela vontade livre à justiça diante dele (DS 1525). Tendo recebido de Cristo o poder de conferir indulgências, já nos tempos antiqüíssimos usou a Igreja desse poder, que divinamente lhe fora doado… ´(DS, 1935). Na Sessão VI, cânon 30, afirmou: Se alguém disser que a todo pecador penitente, que recebeu a graça da justificação, é de tal modo perdoada a ofensa e desfeita e abolida a obrigação à pena eterna, que não lhe fica obrigação alguma de pena temporal a pagar, seja neste mundo ou no outro, purgatório, antes que lhe possam ser abertas às portas para o reino dos céus seja excomungado. ´(DS 1580, 1689,1693) A Igreja ensina e ordena que o uso das indulgências, particularmente salutar ao povo cristão e aprovado pela autoridade dos santos concílios, seja conservado na Igreja, e fere com o anátema aos que afirmam serem inúteis as indulgências e negam à Igreja o poder de concedê-las (Decreto sobre as Indulgências). Fiéis à doutrina das Sagradas Escrituras, às tradições apostólicas. e ao sentimento unânime dos padres, professamos que os sacramentos da nova lei foram todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo (DS 1600´1601) ´No santíssimo sacramento da Eucaristia, estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente, o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo´(DS 1651).

20. Concílio VATICANO Data: 08/12/1869a 18/07/1870
Decisões principais: ´ Constituição dogmática Dei Filius , sobre a fé católica, ´ Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e a infalibilidade do Papa quando se pronuncia ´ex´catedra´, em assuntos de fé e de Moral. Questões doutrinárias. Este único e verdadeiro Deus, por sua bondade e por sua virtude onipotente, não para adquirir nova felicidade ou para aumentá´la, mas a fim de manifestar a sua perfeição pelos bens que prodigaliza às criaturas, com vontade plenamente livre, criou simultaneamente no início do tempo ambas as criaturas do nada: a espiritual e a corporal´ (DS 3002). O mundo foi criado para a glória de Deus (DS 3025). Cremos que Deus não precisa de nada preexistente nem de nenhuma ajuda para criar (DS 3022). A criação também não é uma emanação necessária da substância divina (DS 3023´3024).´Deus cria livremente do nada´ (DS 3025). Deus conserva e governa com sua providência tudo que criou, ela se estende com vigor de um extremo ao outro e governa o universo com suavidade (Sb8,1).(DS 3003) ´A Santa Igreja, nossa mãe, sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas´(DS 3004).

21. Concílio VATICANO II Data: 11/10/1962 a 07/12/1965
Decisões principais: Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época. 

Documentos promulgados:
1´ Constituição Dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)
2 ´ Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina (Dei Verbum)
3 ´ Constituição Pastoral sobre a Igreja e o mundo de hoje (Gaudium et Spes)
4 ´ Constituição Dogmática Sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium)
5 ´ Decreto sobre o Ecumenismo ( Unitatis Redintegratio).
6 ´ Decreto sobre as Igrejas Orientais Católicas (Orientalium Ecclesiarum).
7 ´ Decreto sobre a Atividade Missionária da Igreja (Ad Gentes).
8 ´ Decreto sobre o Munus Pastoral dos Bispos na Igreja (Christus Dominus).
9 ´ Decreto sobre o Ministério e a Vida dos Presbíteros (Presbyterorum Ordinis).
10 ´ Decreto sobre a Atualização dos Religiosos (Perfectae Caritatis).
11´ Decreto sobre a Formação Sacerdotal (Optatam Totius).
12 ´Decreto sobre o Apostolados dos Leigos (Apostolicam Actuositatem)
13 ´ Decreto sobre os Meios de Comunicação Social (Inter Mirifica).
14 ´ Declaração sobre a Educação Cristã (Gravissimum Educationis)
15 ´ Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitates Humanae).
16 .Declaração sobre as Relações da Igreja com as Religiões não´Cristãs (Nostra Aetate).

Fonte: Do Livro: A MINHA IGREJA do Prof. Felipe de Aquino
Nota do blog: as igrejas reformadas só aceitam os 4 primeiros, e as ortodoxas os 7 primeiros.
http://www.acaojose.com.br/ver_doutrina.asp?id=163

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Programa a Voz Congregacional - Rádio CPAD FM 96.1

Todos os Sábados a partir de 12:00 às 13:00 você pode acompanhar ao vivo o Programa evangélico "A Voz Congregacional" através da Rádio CPAD FM 96.1.
A programação inclui hinos genuinamente evangélicos do passado e do presente e estudos bíblicos em ordem cronológica, além de outras informações do mundo evangélico. Veja na foto acima da esquerda para a direita os idealizadores e participantes do programa que caminha para o seu 3º aniversário: Pr.Samuel Santos e Pr.Eudes Lopes Cavalcanti. O programa conta ainda com o Dc.Nivaldo que representa a Secretaria de Missões de nossa igreja no Geisel. A direção do programa fica na responsabilidade do Pr.Samuel Santos sob a coordenação do Pr.Eudes Lopes.
Nossa programação inclui quadros como: "A Bíblia Pergunta e Você Responde, Músicas Gospel que Marcaram Épocas, Momento Missionário, Momento Confessional, Visão Panorâmica dos Livros da Bíblia e muito mais". Os ouvintes podem participar por telefone ou ao vivo. Os testemunhos de edificação por parte dos ouvintes têm sido algo confortador e animador. Aguardamos sua audiência e contato!!!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O Triunfo da Hermenêutica Reformada




"porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (Atos 17:11b).
Este artigo não visa fazer uma apologia ao calvinismo em si. Mas, sim, enaltecer um dos princípios fundamentais da Reforma Protestante, o Sola Scriptura (Somente a Escritura). 
Há algum tempo atrás, li um livreto do padre Vicente Wrozz, intitulado: Respostas da Bíblia às acusações dos “crentes” contra a Igreja Católica. E dentre as questões abordadas, houve uma que me chamou bastante à atenção. A saber, a oitava questão de seu pequeno livro que questiona sobre a liberdade individual do cristão na interpretação da Bíblia. Liberdade essa, tanto proclamada por todos nós protestantes.
Eis sua resposta: “O triste resultado da livre interpretação da Bíblia é a divisão em milhares de seitas”. Teria ele razão? Será que o exame livre das Sagradas Escrituras tem como resultado a geração de seitas e heresias? 
Ao discorrer um pouco mais sobre sua pobre tese o padre faz questão de alegar que a Bíblia por si mesma não é autoridade suficiente para questões de fé e prática. Segundo ele, é necessário a Tradição Eclesiástica e o “Santo Magistério”. Argumenta ele ainda que a autoridade dos livros canônicos repousa sobre a infalibilidade papal que decretou no terceiro século a divina inspiração das Escrituras Sagradas (pg.37) em sua forma final e atual (nas suas contas possuindo 73 livros ao invés de 66). 
Ora, não duvidamos que no decorrer da história a tradição eclesiástica e o magistério sagrado tenham tido grande relevância quanto ao valor e significado da Bíblia. Porém, assim como nossos irmãos da Reforma, advogamos que ambos estão abaixo da autoridade da própria Bíblia e não ao contrário. Tese essa que o catolicismo rejeita veementemente até os nossos dias colocando sempre a Tradição acima da Palavra de Deus escrita. 
A Bíblia não é inspirada porque o papado ou qualquer concílio assim o determinou, mas, ela o é, segundo sua própria natureza e testemunho quando diz: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (2 Tm 3:16)”. E também: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1:21)”. 
Particularmente, entendo que o cristianismo é uma religião confessional. É de suma importância à elaboração de credos e confissões a fim de preservar e propagar a sadia interpretação bíblica. Todavia, esse confessionalismo não visa engessar a interpretação pessoal de quem quer que seja, antes, dá evasão a qualquer cristão de verificar por si mesmo o que a Bíblia diz em suas questões fundamentais a luz da interpretação geral de todo o mundo cristão. E é exatamente aqui, onde triunfa a hermenêutica protestante. Pois, muito diferente do que alega o padre Wrozz e toda a ala “católica”, os quase 500 anos de Reforma Protestante¹, dão provas suficientes de que, embora em questões secundárias da fé cristã tenhamos algumas divergências, contudo, somos do mesmo parecer com relação aos pontos essenciais da doutrina neotestamentária que segundo o famoso teólogo John Stott é a verdadeira “sucessão apostólica”. 
Ou seja, o cristianismo reformado apenas prega que todo cristão é livre para examinar os escritos inspirados dos apóstolos no NT e dizer amém para eles, assim como fizeram os crentes de Beréia diante do próprio apóstolo Paulo. Interessante é que este mesmo apóstolo, afirmou aos cristãos da Galácia que eles não apenas podiam fazer isso, mas na verdade deveriam fazê-lo, mesmo que ele ou outro apóstolo ou até mesmo um anjo viesse anunciando outra doutrina (Gl 1:8,9). 
O problema de muitos protestantes hoje não é interpretar a Bíblia por si mesmos, mas, exatamente o contrário. O próprio protestantismo moderno precisa de uma nova reforma no sentido de rever seus princípios originais e sua aplicabilidade na devoção pública e particular. Poucos conhecem na teoria ou na prática os lemas da Reforma como: Sola Gratia, Solus Christus, Sole Deo Gloria, etc. Aliás, se nossa fé e prática cristã, não tiver apoio bíblico, não vale, é puro fanatismo e heresia. Nesse sentido, precisamos rever muita coisa com relação ao evangelismo, a adoração, ao discipulado, etc. Mas, isto é assunto para outra hora. 
Sabemos, é verdade, que muitas seitas têm surgido no meio do protestantismo. O evangelho da prosperidade e do triunfalismo que sufocam a mensagem da cruz é uma triste realidade. Entretanto, tais heresias constituem-se uma pequena parcela no corpo do cristianismo reformado. Pior que elas, é o próprio catolicismo romano que não só sufoca a mensagem da cruz com seus dogmas heréticos, mas, vai além ao ponto de anula-la com suas abomináveis missas eucarísticas.
Inclusive, muitos protestantes atuais nem sequer imaginam que o maior problema da Igreja Católica Apostólica Romana não é a iconolatria (veneração de imagens=idolatria), mas sim, o sacramento da “santa missa” onde segundo sua hermenêutica (interpretação), o sacrifício de Cristo é repetido diariamente. Absurdo! 
Prefiro uma hermenêutica que pregue uma expiação suficiente e completa como o faz a Reforma do que uma hermenêutica que ensine um tão grande sacrilégio como o faz o catolicismo em suas missas abomináveis. 
Particularmente, prefiro não depender da hermenêutica católica para interpretar Hebreus 9:28, que diz claramente: “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”. De acordo com a hermenêutica católica, que esperança ou segurança há, para os que confiam na Missa ao invés de confiarem pessoalmente no Cristo morto e ressurreto? Segundo a teologia católica sem a missa ninguém pode ser salvo e isso num processo paulatino passando inclusive pelo purgatório. Segundo a teologia bíblica e verdadeiramente apostólica, ninguém pode ser salvo a não ser através de Cristo que nos é oferecido diretamente nas Escrituras e recebido instantânea e integralmente pela fé somente (Jo 7:38; At 4:12; Rm 5:1).
Depender de uma hermenêutica “correta” extra bíblica como a católica, que prega a salvação pelas obras misturadas com sacramentos, além de tantas outras discrepâncias doutrinárias não é sinal de segurança como afirma o padre em seu livrete. Pelo contrário, é sinal de perigo eminente e eterno.
Graças a Deus pela Reforma Protestante! Graças a Deus pelo resgate do Sola Scriptura (At 17:11b) e das grandes doutrinas apostólicas como a justificação pela fé (Rm 5:1). Que a Bíblia Sagrada, a Santa e Inerrante Palavra de Deus, continue sendo nossa única regra de fé e prática cristã por mais 500 anos, se Nosso Senhor Jesus não voltar antes. Sola Scriptura sempre! 

Nota: 1. Literalmente, são 497 anos de Reforma Protestante. 
Referências Bibliográficas: 
Wrosz, Vicente. Respostas da Bíblia às acusações dos “crentes” contra a Igreja Católica. Ed.Pe.Reus. 
Confissão de Heidelberg, P.80. Qual é a diferença entre a Ceia do Senhor e a missa do papa? 
Almeida, João Ferreira de. Bíblia Sagrada Revista e Atualizada. Ed.SBB. 
STOTT, John. A Mensagem aos Efésios. Ed.ABU. Pgs 73. 

Pr.Samuel Santos (3ª Igreja Evangélica Congregacional de João Pessoa/PB - AIECB)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Colarinho Clerical: Uso e Origem (católico ou protestante?)

O colarinho clerical é uma invenção bastante moderna criada em 1827 na Escócia (século 19). O responsável por essa invenção foi Donald McLeod, um reverendo presbiteriano (há quem pense que era anglicano).
Foi desenvolvido para ser usado no trabalho cotidiano do ministro (mais prático que a batina). Hoje é usado por pastores em diversas denominações cristãs como presbiteriana, luterana, metodista, Nova Vida, etc.
O colarinho clerical foi elaborado com a finalidade do uso eclesiástico por parte do ministro evangélico, e posteriormente copiado pela igreja católica a partir do Concílio Vaticano II, por influência dos jesuítas. Hoje, podemos encontrar um forte preconceito em muitas igrejas e "crentes", principalmente porque associam o uso desta camisa ao Catolicismo Romano. Portanto, encontramos muitas pessoas que, sem saber da origem e do significado, tem uma reação fortemente emocional e contrária ao uso do colarinho clerical.
Recentemente, temos visto um número crescente de pastores e igrejas que tem começado a entender a importância do uso da camisa no meio da comunidade onde trabalham.
Em sua simbologia, o colarinho clerical possui um significado muito forte. O uso de símbolos é um sinal e um testemunho vivo de Deus no mundo secularizado. Pois uma das características do movimento da secularização é o desprezo por sinais e símbolos religiosos. Para as pessoas o fato de ver um ministro com o colarinho clerical já é um testemunho de fé. Assim como vendo um militar lembramo-nos da Lei, e vendo um enfermeiro (a) com seu uniforme branco lembramos o hospital. São muitos os profissionais que usam um uniforme especifico para serem identificados na sua função, como os policiais, juizes, entre outros. Portanto, não deveria ser uma surpresa o uso de vestes cristãs.
Assim como no Mundo Antigo os servos (escravos) possuíam um colar de ferro em volta do pescoço, os ministros evangélicos que utilizam o colarinho clerical estão declarando publicamente que são servos do Senhor e de Sua Sagrada Escritura. Por essa razão o colarinho clerical é branco, porque fala da santidade do Senhor e de Sua Palavra na garganta de seu servo. Essa é a essência do colarinho, falar que aquele que o usa não é dono de si mesmo e que seu Senhor é santo.
Tradicionalmente, o cristianismo tem ensinado que aqueles que têm participação direta na condução do culto estejam trajados de forma que sejam identificados como servos imbuídos dessa tarefa. Isso não ocorre apenas no catolicismo, como alguns desejam argumentar, mas no meio evangélico também. Enquanto algumas denominações evangélicas optaram pelo uso do terno e gravata, outras optaram pelo uso do colarinho clerical, que é aquela peça branca de plástico. Por isso, devido à falta de informação, o preconceito quanto ao uso do colarinho clerical e a afirmação da gravata como indumentária espiritual não possui base sólida e nem tampouco bíblica (pasmem os preconceituosos!!!).
O “símbolo” é um elemento essencial no processo de comunicação. Em outras palavras, quando um ministro cristão veste uma camisa clerical, qualquer que seja o lugar onde ele se encontre as pessoas são conscientes da sua presença, sendo assim uma proclamação visível da presença de Deus no meio da sociedade. Assim como vendo um militar lembramo-nos da Lei, e vendo um enfermeiro (a) com seu uniforme branco lembramos o hospital.
Pessoalmente, prefiro o colarinho clerical. Desculpem-me os que não concordam. Mas, uso colarinho clerical não porque seja um padre! Mas, também não uso terno e gravata porque não sou político nem empresário ou advogado. Uso colarinho clerical porque sou um pastor, ministro do Evangelho e é assim que quero ser reconhecido aonde quer que eu vá como Embaixador do Evangelho.

Fontes: http://www.icnvcg.com.br e outras

Pr.Samuel Santos (3ª Igreja Congregacional de João Pessoa – AIECB).

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Oração Franciscana: Um Verdadeiro Modelo de Oração Cristã

A Oração da Paz, também denominada de Oração de São Francisco, é uma oração de origem anônima que costuma ser atribuída popularmente a São Francisco de Assis. Foi escrita no início do século 20, tendo aparecido inicialmente em 1912 num boletim espiritual em Paris, França.
Em 1916 foi impressa em Roma numa folha, em que num verso estava a oração e no outro verso da folha foi impressa uma estampa de São Francisco. Por esta associação e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do próprio santo.
Mas, independente da autoria, a oração franciscana, constitui-se num verdadeiro modelo de oração cristã. Muitos "evangélicos" deveriam aprender esta oração juntamente com a Oração do Pai Nosso. Muito melhor que, muitas orações imprecatórias que ouvimos nas "canções gospel" por ai. Aliás, Francisco de Assis viveu antes da Reforma Protestante no século 12, e até onde pesquisei, nenhum dos reformadores repudiaram a conduta do frade que tem inspirado milhares de cristãos no mundo. Uma de suas célebres frases e que muito nos toca é: "preguem o Evangelho, se for preciso, use palavras". Confesso que, ainda não consegui atingir o grau de devoção cristã de Francisco, e tampouco consegui, fazer esta oração por completo. Vamos fazê-la juntos?
"Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna! Amém". 
 
Pr.Samuel Santos (3ª Igreja Evangélica Congregacional de João Pessoa/PB)