sábado, 23 de maio de 2015

A Falácia da Unidade Católica



“... Uma só fé...” Ef 4:5
O Senhor Jesus falou que edificaria sua igreja (não igrejas – Mt 16:18). Diante dessa afirmação isolada, e sem levar em conta todo o desenvolvimento eclesiológico do NT, a igreja católica equivocada e prepotentemente reivindica ser a tal, e critica ferrenhamente o protestantismo devido as suas muitas denominações.
Dizem os católicos: “há uma só fé” e sua confessionalidade é infalivelmente refletida na “sagrada tradição e magistério católico” que atua a cerca de 2000 anos sem nenhuma contradição ou discórdia interna/externa e que atualmente está registrada no catecismo e no código de direito canônico. Já a igreja protestante, está dividida em milhares de “seitas”, retrucam.
Bem, seria assim mesmo? Será mesmo o catolicismo uma única entidade eclesiástica? O que diz a história?
Sabemos a princípio, que a palavra católica (o) significa universal. Porém, em qual sentido devemos entender isto? A fé protestante não é universal também? Existe apenas uma tradição católica? Por mais incrível que pareça, a resposta é não! Semelhante ao protestantismo, o catolicismo também está dividido em mais de uma denominação. Existem vídeos e documentos que provam isso. Veja por exemplo na internet (http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Igrejas_cat%C3%B3licas_n%C3%A3o_em_comunh%C3%A3o_com_Roma).
Podemos citar pelo menos 10 igrejas católicas diferentes (as mais “conhecidas”). São elas: romana, ortodoxa, carismática¹, liberal, independente de tradição salomoniana, anglo-luterana, anglo-católica², apostólica brasileira, conservadora do Brasil, e vetero-católicas. Cada uma delas com diferenças de dogmas e liturgias. Ou seja, não existe apenas uma igreja católica (universal). O que acontece é que a igreja católica romana arroga para si o título de única igreja de Cristo na terra. Sendo as demais na opinião dela, meras seitas. Até mesmo, as demais igrejas de tradições católicas também.
De fato, reconhecemos que a igreja católica romana junto com a católica ortodoxa são as denominações cristãs mais antigas³. Todavia, alegar legitimidade por questão de antiguidade é outra coisa bem diferente como afirmava o reformador João Calvino4. Inclusive, as igrejas romanas (Ocidente) e ortodoxas (Oriente) afirmam ao mesmo tempo que foram a 1ª igreja que existiu desde os tempos apostólicos, sendo simultaneamente (como pode?!) a igreja fundada por Jesus e seus apóstolos (embora sejam bem diferentes da igreja primitiva no NT e até mesmo diferentes uma da outra em cerca de 12 pontos).
Ora, que autoridade tem a igreja católica romana para exigir o título de única igreja quando além de não seguir o ensino apostólico inspirado, ainda é a grande responsável pelas principais divisões no cristianismo? Isso mesmo, a culpa do cristianismo ser tão dividido deve-se primeiramente a igreja católica romana que sempre teve a pretensão de ser a mãe de todas as demais igrejas cristãs.
Historicamente, a disputa se tornou ferrenha a partir do 5º século e estendeu-se até o 10º quando até então as igrejas eram autônomas5. Em 1050 houve o 1º racha oficial entre as igrejas do Oriente (ortodoxa) e Ocidente (romana) que mutuamente se excomungaram. De lá para cá os cismas não pararam mais. Em 1517 houve a reforma protestante e nos últimos 500 anos lamentavelmente as convenções eclesiásticas não tem chegado a um consenso com relação a todas as questões de fé e consequentemente tem se unido em torno de denominações das mais variadas tradições. Mas, tudo começou com a altivez da igreja católica romana.
De acordo com os teólogos mais qualificados das maiores tradições cristãs, devido a nossas limitações e fraquezas pessoais, não tem sido possível reunificar o cristianismo como uma só entidade ou denominação (assim pensavam os puritanos por exemplo e o próprio catecismo católico admite isto após o 2º Concílio Vaticano). Sendo assim, cabe-nos orar e nos esforçarmos para na medida necessária, fazermos coro com aquelas denominações que tem como alvo e proposta serem fiéis ao ensino da Bíblia Sagrada até que haja um só rebanho e um só pastor (Jo 10:16).
De fato, há uma só fé. Entretanto, esta fé é muito mais que mero dogmatismo ou tradicionalismo religioso. É fé pessoal em Cristo e no seu ensino conforme exposto tão claramente pelos apóstolos no NT6. E isto é algo que vai além do credo ou tradição particular que alguma denominação por melhor que seja possua (como bem diz o bispo Alexandre Ximenes da Igreja Episcopal Carismática7).
Ainda há muitas denominações sadias com as quais podemos e até devemos professar a fé que foi entregue ao povo de Cristo uma vez por todas (Jd 3). Lembrando sempre o que foi dito pelo conceituado John Stott: “aquilo que nos une é maior do que o que nos divide”. Até Calvino entendia que doutrinas periféricas não impediam a unidade cristã.
O que não podemos e não devemos é adotarmos uma atitude sectarista e fundamentalista igual a igreja católica romana que indevidamente intitula-se sem nenhuma base bíblica ou histórica como a única tradição cristã válida. Afinal de contas, a igreja de Cristo (que não tem placa) nasceu8 no ano 33 (no pentecostes) e a católica romana nasceu oficialmente 1017 anos depois, possuindo hoje várias ramificações (embora que excomungadas da Santa Sé no Vaticano9).
Louvo a Deus por movimentos evangélicos genuínos que lutam pela unidade cristã em nossa Pátria, entendendo que “unidade é diferente de uniformidade”. Dentre estes, cito a “Consciência Cristã” em Campina Grande/PB e a “Conferência Fiel” em São Paulo. Pois, quem lê a Bíblia com atenção, sabe muito bem, que a Igreja de Cristo é muito mais que uma mera organização, é na verdade, um organismo vivo (Cl 1:24). Organismo esse tão dinâmico e multiforme, que historicamente vem se organizando em várias denominações e não apenas em uma só.
Notas:
1.       Diferente da ala de renovação carismática dentro do romanismo. Trata-se de outra tradição católica. No Brasil existe uma de característica neopentecostal, e que apresenta um programa intitulado “Milagres do Divino Espírito Santo”. Além da “Igreja Católica Carismática Brasileira”.
2.       Pertencente a grande comunhão anglicana onde existem igrejas de tradição protestante também.
3.       O termo católico foi usado pela primeira vez por Inácio de Antioquia no início do 2º século em sua carta aos esmirniotas.
4.       Vale a pena conferir no livro 4 das suas famosas Institutas.
5.       Nos primeiros séculos havia 5 patriarcados que juntos regiam as igrejas (Jerusalém, Constantinopla, Antioquia, Alexandria e Roma).
6.       Também no AT interpretando-o á luz do próprio NT.
7.       Veja vídeo “Afinal, o que é igreja?” no you tube.
8.       Nossa Confissão de Fé ensina que a Igreja já existia no AT, porém em forma embrionária (Cp 22, II).
9.       Recentemente foi cogitada mais uma vez a reunificação do catolicismo romano e ortodoxo.

Pr.Samuel Santos (3ª Igreja Evangélica Congregacional de João Pessoa/PB – AIECB)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

As Igrejas em Roma e a Carta de Paulo aos Romanos

Roma é uma cidade emblemática na história do Cristianismo. E após 2000 anos de história, possui igrejas de todas as idades, estilos arquitetônicos, e tamanhos… 

Como o centro mundial do Cristianismo, Roma abriga uma grande quantidade de templos religiosos que, além da função em si, são repletos de história e tesouros. Foi lá que Pedro e Paulo morreram e foram enterrados (sobre seus túmulos, dois dos maiores e mais importantes templos católicos foram construídos) – e a devoção a esses dois santos é espantosa. Há mais de 900 igrejas em Roma, incluindo algumas das mais notáveis do mundo como a famosíssima Basílica de São Pedro, no Vaticano. A maioria, mas não todas, é católica romana. Há também igrejas cristãs de outras tradições como luterana, batista, IURD, etc. Dizem que há mais igrejas em Roma do que dias no ano, portanto muito difícil conhecer todas. 

Recentemente, o Papa visitou uma igreja evangélica luterana em Roma, e nela pregou a unidade cristã (foto acima). A Igreja Universal do Reino de Deus por exemplo, desembarcou no país em 1993. Domingo, dia 1 de Agosto de 2010, na Igreja Universal do Reino de Deus em Roma, Itália, foi realizada uma reunião especial para todos aqueles que desejavam o novo nascimento. No decorrer da palestra, o Bispo Wagner Simões, responsável pelo trabalho evangelístico no país, consagrou o Pastor João Paulo Carleti e a sua esposa. O Bispo explicou a todos os presentes que a consagração significa a aprovação do ministério de um pastor, depois que o mesmo foi observado e avaliado durante o seu percurso pelas igrejas por onde passou. Sendo assim, é fato que as conquistas da Igreja Universal na Itália, ao longo desses 22 anos, são significativas. Mesmo com toda a tradição religiosa reinante no país, a igreja consegue, passo a passo, ganhar espaço e, aos poucos, a consciência dos italianos.

As primeiras igrejas de Roma se originaram a partir dos locais onde os primeiros cristãos se encontravam, que podem ser divididos em três categorias: (1) as residências de cidadãos romanos que recebiam os cristãos; (2) os diaconatos, locais onde ocorriam as distribuições de esmolas ou de comida aos pobres e controladas por um diácono; (3) e outras casas que eram também títulos, conhecidas como igrejas domésticas (em latim: domus ecclesia).

Igreja em Roma é muito mais amplo do que simplesmente um templo religioso. Com quadros e esculturas de Michelangelo, Benini, Rafael, são praticamente pequenos museus espalhados pela cidade.

A grande pergunta que não quer calar é: "para qual delas o apóstolo Paulo escrevia sua carta hoje?". Bem, não sabemos! Mas, uma coisa é certa: "a carta que Paulo escreveu a 2000 anos atrás, serve para todas elas". Basta saber, quais igrejas se submeteriam ao ensino do apóstolo dos gentios. Tirem suas conclusões...

Esboço da Carta aos Romanos:
I. Doutrina: Como o Evangelho Salva o Pecador 
1.1-) O Problema Racial – “Pecados e Pecado” – 1:16 a 8:39 
a) O Gentio Culpado e Pecador – 1:18-32 
b) O Judeu Culpado e Pecador – 2:1 a 3:20 

1.2-) A Resposta do Evangelho – Quanto aos “Pecados” – 3:21 a 5:11 
a) Judicialmente – 3:21 a 5:11 
b) Experimentalmente – 5:1-11 

1.3) Resposta do Evangelho – Quanto ao “Pecado” – 5:12 a 8:39 
a) Judicialmente – 5:12 a 7:6 
b) Experimentalmente – 7:7 a 8:39 

II. Dispensação: O Evangelho e Israel – 9 a 11 
2.1-) Não anula o Propósito Quanto a Israel – 9:1-30 
a) Porque nem todo Israel é verdadeiro Israel – 9:27-29 
b) Um remanescente eleito será salvo – 9:27-29 

2.2-) Cumpre a Promessa a Israel – 10:1-21 
a) Mas Israel Procura a Salvação por obras – 10:14 
b) E tropeça (9:32) por causa da incredulidade – 10:18-21 

2.3-) Confirma o Futuro de Israel – 11:1-36 
a) A queda de Israel torna-se bênção para os gentios – 11:1-24 
b) E todo os Israel será salvo num dia – 11:25-29 

III. Parte Prática 
3.1-) A Vida Cristã e os Aspectos Sociais – 12:1 a 15:13 
a) A Base: consagração e renovação – 12:1-2 
b) O Fruto: o serviço e amor aos outros – 12:3-21 

3.2-) A Vida Cristã e os Aspectos Civis – 13:1-14 
a) Sua Expressão: submissão consciente – 13:1-7 
b) Seu Fundamento: amor pelo próximo – 13:8-14 

3.3-) A Vida Cristã e os Aspectos Mútuos – 14:1 a 15:13 
a) O Principio: Consideração Mutua – 14:1-23 
b) O Incentivo: O Exemplo de Cristo – 15:1-13 
c) Saudações e Votos Fraternais: 15:14 a 16:27 

Fontes: 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_igrejas_de_Roma

http://www.salvemaliturgia.com/2010/03/igreja-luterana-em-roma-visitada-pelo.html

http://igrejasevangelicasnaeuropa.blogspot.com.br/2010/10/lista-de-igrejas-09out2010.html

https://iurdenderecos.wordpress.com/tag/iurd-italia/

http://milhasapercorrer.blogspot.com.br/2012/06/igrejas.html

https://ocachambinaoeaqui.wordpress.com/2011/12/05/roma-a-cidade-das-igrejas/

http://www.oquesefaz.com/2011/01/03/as-minhas-igrejas-preferidas-de-roma/

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Igrejas Não Calcedônianas - Você Sabia?

As Igrejas não-calcedonianas (também conhecidas como antigas Igrejas orientais) compõem uma denominação cristã que surgiu em seguida ao Concílio de Calcedônia, em 451. Elas separaram-se da única Igreja existente até 1054, a que, após o grande cisma, deu origem às igrejas Católica e Ortodoxa, porque elas se recusaram a aceitar a doutrina das "duas naturezas de Cristo", decretada em Calcedônia e aceita pelos católicos, católicos ortodoxos e, posteriormente, pelos protestantes.

Estas igrejas orientais, apesar de se autodenominarem ortodoxas orientais ou antigas ortodoxas orientais, diferenciam-se grandemente da Igreja Ortodoxa por aceitarem apenas os três primeiros concílios ecumênicos (NiceiaConstantinopla e Éfeso), não estando por isso em comunhão com a Igreja Ortodoxa nem com a Igreja Católica.

Atualmente, existe cerca de 79 milhões de ortodoxos não-calcedonianos, que são organizados em 6 Igrejas nacionais autocéfalas e em várias Igrejas autônomas associadas às Igrejas autocéfalas.
Concílio de Calcedônia

Os patriarcas de Alexandria, Antioquia e Jerusalém, entre tantos outros, recusaram-se a aceitar a doutrina das "duas naturezas", decretada pelo imperador bizantino Marciano no Concílio de Calcedônia, em 451, separando-as assim da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa. Este acontecimento cismático deu origem às Igrejas não-calcedonianas.
Doutrinas distintas

As Igrejas Católica e Ortodoxa acusam as Igrejas não-calcedonianas de serem monofisitas, devido ao facto de elas não aceitarem a doutrina das "duas naturezas de Cristo" (ou união hipostática), decretada pelo Concílio de Calcedônia (451). Mas, estas mesmas Igrejas orientais recusam de serem classificadas como monofisitas e, em contrapartida, se descrevem como sendo miafisitas. Isto porque as Igrejas não-calcedonianas também acham que o monofisismo é herético.

Para equilibrar as doutrinas antitéticas do monofisismo e da união hipostática (ambas também não aceites pelos ortodoxos orientais), estas Igrejas defendem que em Jesus há a parte humana e a parte divina, mas que estas duas partes se unem para formar uma única e unificada Natureza de Cristo. Eles acreditam que uma união completa e natural das Naturezas Divina e Humana em uma só Natureza é autoevidente, de maneira a alcançar a salvação divina da humanidade, em oposição à crença na união hipostática (onde as Naturezas Humana e Divina não estão misturadas, porém também não estão separadas), promovida pelas atuais Igrejas Católica, Protestante e Ortodoxa. Esta doutrina especial defendida pelos não-calcedonianos chama-se miafisismo.

Conclusão:

Aqui estão listadas as 6 Igrejas não-calcedonianas que são autocéfalas:
Igreja Ortodoxa Copta ou Alexandrina (egípcia ou etíope);

Apesar de serem autocéfalas, isto é, independentes umas das outras, estas Igrejas estão ainda em comunhão total entre si, partilhando as mesmas crenças e doutrinas cristãs.

Fonte: Wikipédia

Igreja Ortodoxa Copta - Você Sabia?

A Igreja Ortodoxa Copta, de acordo com a tradição, foi estabelecida pelo apóstoloMarcos no Egipto em meados do século I (aproximadamente no ano 60). É uma igreja não-calcedoniana, isto é, uma igreja cristã que não está em comunhão com a Igreja Ortodoxa nem com a Igreja Católica.

É a igreja cristã nacional do Egipto (Copta significa egípcio) e uma das igrejas daOrtodoxia Oriental mais antigas do mundo. É governada pelo seu líder (o Papa Tawadros II de Alexandria), juntamente com o seu Sínodo.
História Os primeiros cristãos no Egipto eram principalmente judeus de Alexandria, tais comoTeófilo, a quem São Lucas dirige o capítulo introdutório do seu evangelho. Quando a Igreja foi fundada por São Marcos, durante a época do imperador romano Nero, um grande número de egípcios, contrariamente a gregos e judeus, abraçou a fé cristã. Esta espalhou-se pelo Egipto em poucas décadas, tal como se pode verificar nos escritos do Novo Testamento encontrados em Bahnasa, no Egipto Médio, e que datam de cerca do ano 200, e de um fragmento do Evangelho segundo São João, escrito em língua copta, encontrado no Egipto Superior e datado da primeira metade do século II.

Concílio de Niceia No século IV um presbítero vindo do que é hoje a Líbia, chamado Arius, iniciou uma discussão teológica sobre a natureza de Jesus Cristo que se espalhou por toda a Cristandade. O Concílio de Niceia (325), convocado pelo imperador Constantino para resolver a questão levou à formulação do Credo de Niceia, ainda hoje recitado por todos os cristãos, e cujo autor é Santo Atanásio
Concílio de Calcedónia Após o Concílio de Calcedónia (451), as igrejas não-calcedonianas (incluindo a Igreja Ortodoxa Copta) separaram-se das restantes igrejas cristãs por causa das suas característicasmiafisistas. Este cisma perdura até agora.
Igreja Católica Copta Em 1741, um grupo de coptas, liderados por um bispo, separaram-se da Igreja Ortodoxa Copta, para poderem entrar em comunhão plena com a Igreja Católica. Este grupo deu por isso origem à Igreja Católica Copta, que tem a sua sede no Cairo.

Igrejas Ortodoxas Etíope e Eritréia Desde os primórdios da Igreja Ortodoxa Copta, a grande maioria dos cristãos etíopes e eritreus estava sob a jurisdição doPapa da Igreja Copta.

No caso da Etiópia, desde o século IV até 1959, o Papa de Alexandria, como Patriarca de Toda a África, sempre indicou um egípcio (copta) para ser Abuna, ou Arcebispo da Igreja Etíope. Porém, em 1959, a Igreja Ortodoxa Etíope (que tem actualmente 40 a 45 milhões de fiéis) obteve finalmente o direito de ter o seu próprio Patriarca, tornando-se assimautocéfala e independente da Igreja Ortodoxa Copta.

A Igreja Ortodoxa Eritréia (que tem actualmente cerca de 2,5 milhões de crentes) tornou-se também autocéfala e independente em 1998, com a consagração do primeiro Patriarca eritreu pelo Papa de Alexandria.

Embora as igrejas Copta, Etíope e Eritréia serem independentes umas das outras, elas estão ainda em comunhão total umas com as outras. Por isso, as igrejas Etíope e Eritréia reconhecem a supremacia honorária do Papa de Alexandria e, consequentemente, a necessidade dos seus respectivos Patriarcas, antes da sua entronização, de receberem a aprovação do Sínodo da Igreja Copta, que é a Igreja-Mãe das igrejas Etíope e Eritréia.

Conclusão: O número de cristãos fiéis à Igreja Copta é de cerca de 16 milhões, estando distribuídos principalmente pelo Egito (8 a 12 milhões). A igreja Copta, apesar dos conflitos atuais no país, tem crescido. Segundo representante da E3 Partners muitos muçulmanos têm se convertido em segredo. "Eles [islâmicos] procuram os cristãos em segredo, aprendem mais sobre Jesus, começam a ler a Bíblia e se convertem. Hoje, isso é algo comum", 1

Os coptas celebram o Natal em 7 de Janeiro. Um costume curioso da Igreja Copta é que, em muitas missas, ainda reza-se e lê-se em copta, a língua original do Antigo Egito. A Igreja é uma das poucas culturas que mantêm viva a língua egípcia original (ou copta), sendo que, com os vários atentados contra a Biblioteca de Alexandria e a influência de outras línguas (principalmente a grega) na antiguidade, a língua foi sendo esquecida aos poucos e, logo, tornou-se incompreensível. Porém, a Igreja Copta mantem viva a língua copta graças a seus ritos litúrgicos.

Fonte: Wikipédia

Igreja Copta Evangélica - Você Sabia?

A Igreja Evangélica Copta ou Igreja Evangélica do Egito - Nilo Sínodo é uma Igreja Presbiteriana protestante de tendência nascido de missionários protestantes em atividade na comunidade copta no Egito desde o século 19. Agora, é a maior comunidade protestante no Oriente Médio com mais de 100 000 membros.

Ela é membro da Aliança Mundial das Igrejas Reformadas e do Conselho das Igrejas do Oriente Médio.

História Primeira parte da Igreja Presbiteriana Unida nos Estados Unidos, a Igreja era autônomo em 1957. Trata-se oficialmente independente desde 1958.

Organização A Igreja é membro da Aliança Mundial das Igrejas Reformadas.

Educacional e ação social A Igreja tem uma boa rede de escola e hospital.

Fonte: http://elmaxilab.com/definicao-abc/letra-c/copta-igreja-evangelica.php

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Velha Igreja Católica - Você Sabia?

Os termos Velha Igreja Católica, Antiga Igreja Católica ou Igreja Veterocatólica referem-se às Igrejas Católicas nacionais e às Católicas independentes surgidas após o Concílio Vaticano I (1869-1871), sob a orientação do papa Pio IX.

Atualmente, a Igreja Veterocatólica não está em comunhão com a Santa Sé. Entretanto, encontra-se em plena comunhão com a Comunhão Anglicana e é um membro do Conselho Mundial das Igrejas.

História: Os primeiros grupos veterocatólicos se organizaram em 1870, quando vários intelectuais, sacerdotes e bispos católicos romanos da Áustria, Suíça e Alemanha rejeitaram as decisões do Concílio Vaticano I (1869-1871), que definiu o dogma da Infalibilidade Papal

A Igreja Anglicana e a Igreja Jansenista Holandesa de Utrecht reconheceram e providenciaram a ordenação episcopal dos bispos das então recém-formadas Igrejas veterocatólicas, mantendo a sua sucessão apostólica.

Por volta de 1890, o movimento começou a fragmentar-se em vários grupos independentes entre os quais alguns passaram a professar doutrinas heterodoxas. Este é o caso da Igreja Católica Liberal, que foi fundada em 1916 e incorporou doutrinas teosóficas. Posteriormente surgiram também bispos e Igrejas fictícias originando um grande número de denominações independentes.

Doutrinas distintivas: Em geral, os veterocatólicos possuem uma doutrina semelhante à doutrina da Igreja Católica, rejeitando apenas os novos dogmas (dogmas tardios) proclamados pela Igreja Católica Romana nos séculos 19 e 20: a Infalibilidade Papal (1871), a Imaculada Conceição da Virgem Maria (1854) e a Assunção Corporal de Maria aos Céus (1950). Reconhecem o primado de honra do Bispo de Roma, mas não aceita o primado jurisdicional nem a infalibilidade papal definidas pelo Concílio Vaticano I. Eles repudiam o Ultramontanismo e os jesuítas e defendem uma maior participação dos leigos na Igreja. Tal qual a Igreja Católica Romana, aceitam a Bíblia e a Tradição como fontes da Revelação divina. As Igrejas veterocatólicas tendem a ser mais liberais e abertas do que a Igreja Católica Romana. Muitas Igrejas da União de Utrecht ordenam mulheres ao sacerdócio e celebram casamentos homossexuais e são favoráveis aos modernos métodos contraceptivos e ao aborto. Devido a essas práticas liberais e heterodoxas , em 2003, a Igreja Católica Nacional Polonesa, que discorda destas posições, rompeu com a União de Utrecht, tornando-se uma Igreja veterocatólica independente.

Declaração de Utrecht (1889): Segue-se aqui a Declaração de Utrecht, promulgada em 1889 pela União de Utrecht das Igrejas Vétero-Católicas e assinada por Heykamp, Rinkel, Diependaal, Reinkens e Herzog:

1. Aderimos a Regra de Fé formulada por São Vicente de Lérins nestes termos: "Teneamus Id, quod quod, semper ubique, quod ab omnibus est Creditum; hoc est etenim Catholicum proprieque vere"(Afirmemos aquilo em que se tem acreditado em todas as partes, sempre e por todos, porque isso é verdadeiro e propriamente Católico). Assim sendo, conservamos e professamos nossa fé nas doutrinas da Igreja Primitiva expostas nos Símbolos Ecumênicos e especificadas nas decisões dos Concílios realizados pela Igreja indivisa do primeiro milênio.

2. Por isso, rejeitamos os decretos do Concílio Vaticano, que foram promulgados em 18 de Julho de 1870 relativos à infalibilidade e ao Episcopado Universal do Bispo de Roma, decretos que estão em contradição com a fé da Igreja Antiga, e que destroem sua constituição canônica, atribuindo ao Papa a plenitude dos poderes eclesiásticos sobre todas as Dioceses e sobre todos os fiéis. Pela negação de sua competência primacial, não queremos negar a primazia histórica que vários Concílios Ecumênicos e os Padres da Igreja antiga atribuíram ao Bispo de Roma, reconhecendo-o como o Primus inter pares.

3. Rejeitamos o dogma da Imaculada Conceição promulgado pelo Papa Pio IX em 1854, a despeito das Sagradas Escrituras e em contradição com a Tradição dos primeiros séculos.

4. Quanto as encíclicas publicadas pelos Bispos de Roma nos últimos anos, por exemplo, a Bula Unigenitus e Auctorem Fidei, e o "Syllabus" de 1864 - nós as rejeitamos em todos os pontos, pois estão em contradição com a doutrina da Igreja primitiva, e não as reconhecemos como obrigatórias às consciências dos fiéis. Renovamos os protestos da Igreja Católica da Holanda contra os erros da Cúria Romana, e contra os ataques aos direitos das Igrejas nacionais.

5. Nos recusamos a aceitar os decretos do Concílio de Trento em matéria de disciplina, bem como as decisões dogmáticas deste Concílio, e iremos aceitá-las apenas na medida em que estejam em harmonia com os ensinamentos da Igreja primitiva.

6. Considerando que a Santa Eucaristia sempre foi o verdadeiro ponto central do culto católico. É nosso dever declarar que conservamos com perfeita fidelidade a antiga doutrina católica sobre o Sacramento do Altar, acreditando que recebemos o Corpo e o Sangue de nosso Salvador Jesus Cristo sob as espécies do pão e do vinho. A celebração eucarística na Igreja não é uma repetição contínua, nem a renovação do sacrifício expiatório que Jesus ofereceu de uma vez por todas na cruz, mas é um sacrifício porque é a comemoração perpétua do sacrifício oferecido na Cruz, e é o ato pelo qual nós representamos na Terra a oferta que Jesus Cristo faz no Céu, de acordo com a Epístola aos Hebreus 9:11-12, para a salvação da humanidade redimida, intercedendo por nós na presença de Deus (Heb. 9:24). A Santa Eucaristia é, ao mesmo tempo um banquete sacrificial por meio da qual os fiéis, ao receberem o Corpo e o Sangue de Nosso Salvador, entram em comunhão íntima com Ele e uns com os outros (1 Cor . X. 17).

7. Esperamos que os teólogos católicos, mantendo a fé da Igreja indivisa, tenham êxito em estabelecer acordos sobre as questões controversas que provocaram divisões na Igreja. Nós exortamos aos sacerdotes sob nossa jurisdição que ensinem e preguem aos jovens as verdades cristãs essenciais professadas por todas as confissões cristãs, evitando as discussões sobre temas controversos que levem a violação da verdade e da caridade, oferecendo através de nossas palavras e atos o exemplo para nossos fiéis.

8. Mantendo e professando fielmente a doutrina de Jesus Cristo, recusando os erros que se infiltraram na Igreja Católica, os abusos eclesiásticos e as tendências mundanas da hierarquia, acreditamos que seremos capazes de combater eficazmente os grandes males dos nossos dias que são a incredulidade e indiferença religiosa.

Veterocatólicos no Brasil A Igreja Veterocatólica foi instalada no Brasil, a 22 de Maio de 1932, na cidade de Curitiba, capital do Estado do Paraná. A Igreja cresceu entre imigrantes germânicos e poloneses entre 1932-1945, atraíndo também adeptos brasileiros. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a Igreja experimentou um declínio que resultou em sua extinção em fins da década de 1940. No final da década de 1990, surgiram vários grupos que reclamaram a herança veterocatólica, sem, contudo, terem ligações históricas com a Igreja de Utrecht, nos Países Baixos. Todos esses grupos tem origem na Igreja Católica Apostólica Brasileira e em suas jurisdições dissidentes. Também deve ser ressaltado que os mencionados grupos não tem a descendência dos missionários poloneses que fundaram, nos anos de 1930, a Igreja Veterocatólica no Brasil na cidade de Curitiba, Estado do Paraná. Os grupos que assumiram a identidade veterocatólica no Brasil, sem possuir ligações históricas com o sistema eclesial veterocatólico europeu foram:

Igreja Antiga Católica no Brasil - jurisdição dirigida por Dom John Wesley.
Arcebispado Veterocatólico do Brasil e América - fundado por Dom Estevão Maurício Lima Vasquez.
Igreja dos Velhos Católicos no Brasil – IVCB - fundada por Dom Antônio Barrocas

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 19 de maio de 2015

Os 21 Concílios Universais da Igreja Segundo Roma

Os Concílios ecumênicos universais (grifo do blogueiro) realizados pela Igreja, em número de 21, foram marcos importantíssimos na sua História, tendo em vista principalmente as definições da doutrina católica ao longo do tempo, vencendo os erros e heresias que comprometiam a sã doutrina da fé cristã (grifo do blogueiro). 

Como se sabe, um papel particularmente significativo foi desempenhado pelos primeiros 4 Concílios, celebrados entre os anos 325 e 451 em Nicéia, Constantinopla, Éfeso e Calcedônia. 

Em Nicéia e Constantinopla, determinou-se com clareza a fé da Igreja no mistério da Trindade, com a afirmação da divindade do Verbo e do Espírito Santo. Em Éfeso e Calcedônia discutiu-se a respeito da identidade divino-humana de Cristo. Diante de quem era tentado a exaltar uma dimensão em desvantagem da outra ou de dividi-las em prejuízo da unidade pessoal, foi claramente afirmado que a natureza divina e a natureza humana de Cristo permanecem íntegras e inconfundíveis, indivisas e inseparáveis, na unidade da pessoa divina do Verbo. Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem… Não faltaram certamente, tensões na celebração daquelas assembleias conciliares. Mas o sentido vivo da fé, corroborado pela graça divina, no final prevaleceu também nos momentos mais críticos. 

01. Concílio de NICEIA I Data: 20/05 a 25/07 de 325
Decisões principais: A confissão de fé contra Ario: igualdade de natureza do Filho com o Pai. Jesus é ´Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai´.
Fixação da data da Páscoa a ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera (hemisfério norte).
Estabelecimento da ordem de dignidade dos Patriarcados: Roma, Alexandria, Antioquia, Jerusalém.

02. Concílio de CONSTATINOPLA I /Data: maio a junho de 381
Decisões principais: A confissão da divindade do Espírito Santo, e a condenação do Macedonismo de Macedônio, patriarca de Constantinopla. Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, que é adorado e glorificado com o Pai e o Filho e que falou pelos profetas. Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração e a mesma glória (DS 150). Condenação de todos os defensores do arianismo (de Ário) sob quaisquer das suas modalidades. A sede de Constantinopla ou Bizâncio (segunda Roma´), recebeu uma preeminência sobre as sedes de Jerusalém, Alexandria e Antioquia.

03. Concílio de ÉFESO /Data: 22/06 a 17/07 de 431 
Decisões principais: Cristo é uma só Pessoa com duas naturezas.
Definição do dogma da maternidade divina de Maria, contra Nestório, patriarca de Constantinopla, que foi deposto. Maria é mãe de Deus THEOTOKOS. Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela a sua natureza divina, mas porque é dela que Ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional , unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne´. (DS 251)
Condenou o pelagianismo, de Pelágio, que negava os efeitos do pecado original.

04. Concílio de CALDEDÔNIA /Data: 08/10 a 1º/11 de 451
Decisões principais: Afirmação das duas naturezas na única Pessoa de Cristo, contra o monofisismo de Êutiques de Constantinopla. ´Na linha dos santos Padres, ensinamos unanimemente a confessar um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de uma alma racional e de um corpo, consubstancial ao Pai segundo a divindade, consubstancial a nós segundo a humanidade, ´semelhante a nós em tudo com exceção do pecado´(Hb4,15); gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a divindade, e nesses últimos dias, para nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade.
Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação. A diferença das naturezas não é de modo algum suprimida pela sua união, mas antes as propriedades de cada uma são salvaguardadas e reunidas em uma só pessoa e uma só hipóstase. ´(DS 301´302).
Condenação da simonia, dos casamentos mistos e das ordenações absolutas (realizada sem que o novo clérigo tivesse determinada função pastoral).

05. Concílio de CONSTANTINOPLA II /Data: 05/05 a 02/07 de 553
Decisões principais: condenação dos nestorianos Teodoro de Mopsuéstia, Teodoro de Ciro e Ibas de Edessa (Três Capítulos).
´Não há senão uma única hipóstase [ou pessoa], que é Nosso Senhor Jesus Cristo, Um na Trindade… Aquele que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo, é verdadeiro Deus, Senhor da glória e Um na Santíssima Trindade (DS 424)
´Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas. Pois da mesma forma que a Trindade não tem senão uma única e mesma natureza, assim também, não tem senão uma única e mesma operação (DS 421).
´Um Deus e Pai do qual são todas as coisas, um Senhor Jesus Cristo para quem são todas as coisas, um Espírito Santo em quem são todas as coisas´(DS 421).

06. Concílio de CONSTANTINOPLA III /Data: 07/11 de 680 a 16/09 de 681
Decisões principais:
Condenação do monotelitismo, heresia defendida pelo patriarca Sérgio de Constantinopla que ensinava haver só a vontade divina em Cristo.
Este Concílio ensinou que Cristo possui duas vontades e duas operações naturais, divinas e humanas, não opostas, mas cooperantes, de sorte que o Verbo feito carne quis humanamente na obediência a seu Pai tudo o que decidiu divinamente com o Pai e o Espírito Santo para a nossa salvação (DS 556´559). A vontade humana de Cristo segue a vontade divina, sem estar em resistência nem em oposição em relação a ela, mas antes sendo subordinada a esta vontade todo poderosa (DS 556; CIC 475).

07. Concílio de NICEIA II / Data: 24/09 a 23/10 de 787 
Decisões principais: contra os iconoclastas: há sentido e liceidade na veneração de imagens.
Para proferir sucintamente a nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade, e não na aparência, o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco (DOC 111).
´Nós definimos com todo o rigor e cuidado que, à semelhança da representação da cruz preciosa e vivificante, assim as venerandas e sagradas imagens pintadas quer em mosaico, quer em qualquer outro material adaptado, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas alfaias sagradas, nos paramentos sagrados, nas paredes e mesas, nas casas e nas ruas; sejam elas as imagens do Senhor Deus, dos santos anjos, de todos os santos e justos´ (DS, 600´601).

08. Concílio de CONSTANTINOPLA IV /Data: 05/10 de 869 a 28/02 de 870
Decisões principais: extinção do cisma do patriarca de Constantinopla, Fócio, que foi condenado.
- o culto das imagens foi confirmado.

09. Concílio de LATRÃO I /Data: 18/03 a 06/04 de 1123 
Decisões principais: confirmação da Concordata de Worms, que assegurava à Igreja plena liberdade na escolha e ordenação dos seus bispos. Fortalecimento da disciplina eclesiástica. Confirmação do celibato sacerdotal.

10. Concílio de LATRÃO II /Data: abril de 1139
Decisões principais: ´ o cisma do antipapa Anacleto II.
´ vetou o exercício da medicina e da advocacia pelo clero.
´ rejeitou a usura e o lucro.

11. Concílio de LATRÃO III /Data: 05 a 19 de março de 1179
Decisões principais: fixação da necessidade de dois terços dos votos na eleição do Papa, ficando excluído qualquer recurso às autoridades leigas para dirimir dúvidas do processo eleitoral. Rejeição do acúmulo de benefícios ou funções dentro da Igreja por parte de uma mesma pessoa. Recomendação da disciplina da Regra aos monges e cavaleiros regulares, que interferiam indevidamente no governo da Igreja. Condenação das heresias da época, de fundo dualista (catarismo) ou de pobreza mal entendida (a Pattária, o movimento dos Pobres de Lião ou Valdenses)

12. Concílio de LATRÃO IV /Data: 11 a 30 de novembro de 1215
Decisões principais:
- a condenação dos albigenses e valdenses;
-condenação dos erros de Joaquim de Fiore, que pregava o fim do mundo para breve, apoiando-se em falsa exegese bíblica; declaração da existência dos demônios como sendo anjos bons que abusaram do seu livre arbítrio pecando;
-Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em sua natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa´ (DS 800).
- a realização de mais uma cruzada para libertar o Santo Sepulcro de Cristo, em Jerusalém, que se achava nas mãos dos mulçumanos;
-a profissão de fé na Eucaristia, tendo sido então usada a palavra transubstanciação.
-a obrigação da confissão e da comunhão anual.
-fixou normas sobre a disciplina e a Liturgia da Igreja.

13. Concílio de LYON I : Data: 28/06 a 17/07 de 1245/
Decisões principais: excomunhão e deposição do imperador Frederico II da Alemanha.

14. Concílio de LYON II Data: 07/05 a 17/07 de 1274 
Decisões principais: procedimentos referentes ao conclave, eleição do Papa em recinto fechado;
união da Igreja latina com a Igreja grega (Constantinopla)

15. Concílio de VIENA FRANÇA - Data: 16/10 de 1311 a 06/05 de 1312 
Decisões principais: Supressão da Ordem dos Templários; contra o modo de viver a pobreza dos franciscanos, chamados Espirituais, que adotavam idéias heréticas sobre a pobreza; condenação do franciscano Pedro Olivi, que admitia no ser humano elementos intermediários entre a alma e o corpo.

16. Concílio de CONSTANÇA - Data: 05/11 de 1414 a 22/04 de 1418. 
Decisões principais: resignação do Papa romano, Gregório XII (1405´1415) deposição do anti Papa , João XXIII (1410´1415) em 29/05/1415 ´ deposição do anti Papa avinhense, Benedito XIII (1394´1415) em 26/07/1417 ´ eleição de Martinho V em 11/11/1417 ´ extinção do Grande Cisma do Ocidente (1305´1378); ´ condenação da doutrina de João Hus, João Wiclef e Jerônimo de Praga, precursores de Lutero. ´ decreto relativo à periodicidade dos Concílios; ´ rejeição do conciliarismo (prevalência da autoridade dos concílios sobre o Papa).

17. Concílio de BASILEIA´FERRARA´FLORENÇA
Datas e locais: em Basileia de 23/07/1431 a 07/05/1437; em Ferrara de 18/09/1437 a 1º/01/1438; em Florença de 16/07/1439; em Roma, a partir de 25/04/1442.

Decisões principais: reunião com os gregos em 06/07/1439, com os armênios em 22/11/1439, com os jacobistas em 04/02/1442 questões doutrinárias sobre a SS. Trindade (filioque):
´O Espírito Santo tem sua essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e do Filho e procede eternamente de Ambos como de um só Princípio e por uma única expiração… E uma vez que tudo o que é do Pai, o Pai mesmo o deu ao seu Filho Único ao gerá-lo, excetuando o seu ser de Pai, esta própria processão do Espírito Santo a partir do Filho, ele a tem eternamente de Seu Pai que o gerou eternamente. ´ (DS 1300´1301) Tudo é uno [neles] lá onde não se encontra oposição de relação (DS 1330). Por causa dessa unidade o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho.
´ O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio´(DS 1331).

18. Concílio de LATRÃO V Data: 10/05/1512 a 16/03/1517
Decisões principais: ´ contra o concílio sismático de Pisa (1511´1512) ´ decretos de reforma da formação do clero, sobre a pregação, etc. ´ condenou a Sanção de Bourges, declaração que favorecia a criação de uma Igreja Nacional da França. Assinatura de uma Concordata que regulamentava as relações entre a Santa Sé e a França. Condenação da tese segundo a qual a alma humana é mortal e uma só para toda a humanidade, de Pietro Pomponazzi. Exigência do Imprimatur para os livros que versassem sobre a fé ou teologia.

19. Concílio de TRENTO Data: 13/12/1545 a 04/12/1563 (em três períodos) Papas: Paulo II (1534´1549) ; Júlio III (1550´1555) e Pio IV (1559´1565)
Decisões principais: ´ contra a Reforma de Lutero; ´ doutrina sobre a Escritura e a Tradição: reafirmação do Cânon das Sagradas Escrituras e declarou a Vulgata isenta de erros teológicos. Doutrina do pecado original, justificação, os sacramentos e a missa, a veneração e invocação dos santos, Eucaristia, purgatório, indulgências, etc. decretos de reforma. Quando Deus toca o coração do homem pela iluminação do Espírito Santo, o homem não é insensível a tal inspiração que pode também rejeitar; e, no entanto, ele não pode tampouco, sem a graça divina, chegar, pela vontade livre à justiça diante dele (DS 1525). Tendo recebido de Cristo o poder de conferir indulgências, já nos tempos antiqüíssimos usou a Igreja desse poder, que divinamente lhe fora doado… ´(DS, 1935). Na Sessão VI, cânon 30, afirmou: Se alguém disser que a todo pecador penitente, que recebeu a graça da justificação, é de tal modo perdoada a ofensa e desfeita e abolida a obrigação à pena eterna, que não lhe fica obrigação alguma de pena temporal a pagar, seja neste mundo ou no outro, purgatório, antes que lhe possam ser abertas às portas para o reino dos céus seja excomungado. ´(DS 1580, 1689,1693) A Igreja ensina e ordena que o uso das indulgências, particularmente salutar ao povo cristão e aprovado pela autoridade dos santos concílios, seja conservado na Igreja, e fere com o anátema aos que afirmam serem inúteis as indulgências e negam à Igreja o poder de concedê-las (Decreto sobre as Indulgências). Fiéis à doutrina das Sagradas Escrituras, às tradições apostólicas. e ao sentimento unânime dos padres, professamos que os sacramentos da nova lei foram todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo (DS 1600´1601) ´No santíssimo sacramento da Eucaristia, estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente, o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo´(DS 1651).

20. Concílio VATICANO Data: 08/12/1869a 18/07/1870
Decisões principais: ´ Constituição dogmática Dei Filius , sobre a fé católica, ´ Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e a infalibilidade do Papa quando se pronuncia ´ex´catedra´, em assuntos de fé e de Moral. Questões doutrinárias. Este único e verdadeiro Deus, por sua bondade e por sua virtude onipotente, não para adquirir nova felicidade ou para aumentá´la, mas a fim de manifestar a sua perfeição pelos bens que prodigaliza às criaturas, com vontade plenamente livre, criou simultaneamente no início do tempo ambas as criaturas do nada: a espiritual e a corporal´ (DS 3002). O mundo foi criado para a glória de Deus (DS 3025). Cremos que Deus não precisa de nada preexistente nem de nenhuma ajuda para criar (DS 3022). A criação também não é uma emanação necessária da substância divina (DS 3023´3024).´Deus cria livremente do nada´ (DS 3025). Deus conserva e governa com sua providência tudo que criou, ela se estende com vigor de um extremo ao outro e governa o universo com suavidade (Sb8,1).(DS 3003) ´A Santa Igreja, nossa mãe, sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas´(DS 3004).

21. Concílio VATICANO II Data: 11/10/1962 a 07/12/1965
Decisões principais: Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época. 

Documentos promulgados:
Constituição Dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)
2 ´ Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina (Dei Verbum)
3 ´ Constituição Pastoral sobre a Igreja e o mundo de hoje (Gaudium et Spes)
4 ´ Constituição Dogmática Sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium)
5 ´ Decreto sobre o Ecumenismo ( Unitatis Redintegratio).
6 ´ Decreto sobre as Igrejas Orientais Católicas (Orientalium Ecclesiarum).
7 ´ Decreto sobre a Atividade Missionária da Igreja (Ad Gentes).
8 ´ Decreto sobre o Munus Pastoral dos Bispos na Igreja (Christus Dominus).
9 ´ Decreto sobre o Ministério e a Vida dos Presbíteros (Presbyterorum Ordinis).
10 ´ Decreto sobre a Atualização dos Religiosos (Perfectae Caritatis).
11´ Decreto sobre a Formação Sacerdotal (Optatam Totius).
12 ´Decreto sobre o Apostolados dos Leigos (Apostolicam Actuositatem)
13 ´ Decreto sobre os Meios de Comunicação Social (Inter Mirifica).
14 ´ Declaração sobre a Educação Cristã (Gravissimum Educationis)
15 ´ Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitates Humanae).
16 .Declaração sobre as Relações da Igreja com as Religiões não´Cristãs (Nostra Aetate).

Fonte: Do Livro: A MINHA IGREJA do Prof. Felipe de Aquino
Nota do blog: as igrejas reformadas só aceitam os 4 primeiros, e as ortodoxas os 7 primeiros.
http://www.acaojose.com.br/ver_doutrina.asp?id=163

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Programa a Voz Congregacional - Rádio CPAD FM 96.1

Todos os Sábados a partir de 12:00 às 13:00 você pode acompanhar ao vivo o Programa evangélico "A Voz Congregacional" através da Rádio CPAD FM 96.1.
A programação inclui hinos genuinamente evangélicos do passado e do presente e estudos bíblicos em ordem cronológica, além de outras informações do mundo evangélico. Veja na foto acima da esquerda para a direita os idealizadores e participantes do programa que caminha para o seu 3º aniversário: Pr.Samuel Santos e Pr.Eudes Lopes Cavalcanti. O programa conta ainda com o Dc.Nivaldo que representa a Secretaria de Missões de nossa igreja no Geisel. A direção do programa fica na responsabilidade do Pr.Samuel Santos sob a coordenação do Pr.Eudes Lopes.
Nossa programação inclui quadros como: "A Bíblia Pergunta e Você Responde, Músicas Gospel que Marcaram Épocas, Momento Missionário, Momento Confessional, Visão Panorâmica dos Livros da Bíblia e muito mais". Os ouvintes podem participar por telefone ou ao vivo. Os testemunhos de edificação por parte dos ouvintes têm sido algo confortador e animador. Aguardamos sua audiência e contato!!!